Depois da lei seca, os acidentes foram reduzidos em 26,6%. Isso deveria ser uma boa noticia, certo?

Errado. Significa que 74,4% dos acidentes continuam acontecendo. Traduzindo mais um pouco para quem ainda não se ligou, quase três em cada quatro acidentes são causados por pessoas sóbrias (teoricamente, levando-se em conta que todo mundo está respeitando a lei).

E se a lei não tivesse sido mudada? Se ao invés de diminuir a quantidade máxima de álcool no sangue, apenas tivessem intensificado as blitzes para o nível que está ocorrendo atualmente? Imagino que teria ocorrido exatamente o mesmo. Os acidentes diminuiram não tanto pelo fato de estarem bebendo menos, mas porque tem mais fiscalização. Claro que reduzir a quantidade de bêbados dirigindo ajuda, mas talvez seja o menos importante. O mais importante é fiscalizar, e manter essa fiscalização.

O que se vê muito dirigindo por São Paulo é a quantidade de pessoas que não têm a menor condição de dirigir. Seja porque é mal educada e acha que tem monopólio sobre as vias públicas, seja porque gosta de correr e se mostrar, ou porque é totalmente incapaz mesmo.

A maioria dos acidentes que se vêem por aí podem ser enquadrados nessas três categorias de motoristas.

A solução para que nosso trânsito mate menos pessoas não passa obrigatoriamente pelo bar. Passa sim pela fiscalização constante e por uma cobrança maior na hora de habilitar as pessoas a dirigir. Afinal, um curso meia boca de uma semana, mais algumas horas de aula prática não têm mostrado o resultado desejado. Se contar a facilidade em se comprar uma habilitação. QUalquer zé ruela consegue comprar sua carta, muitas vezes sem nunca ter estado na auto escola.

Solução: façam valer as leis, não precisamos de mais leis. Pegue no pé dos motoristas que fazem merda, proibam motoristas incapazes de dirigir e teremos um trânsito mais seguro.

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