O que isso significa? Taxas extras sobre Cds e DVDs virgens, HDs, pen-drives, MP3 players celulares, ou qualquer coisa onde você possa gravar seus dados. E essa taxa seria encaminhada para os criadores de conteúdo.
Não faz sentido essa luta constante das gravadoras e músicos contra as novas tecnologias. Tentem se adaptar, pelo amor de Darwin.
Essa prática atual de baixar músicas ilegalmente já demonstrou duas coisas:
1º: Claro que diminui o lucro dos grandes vendedores de CDs, que normalmente lucrariam milhões, principalmente se baseados em alguma grande campanha de marketing.
2º: Aumenta o público em shows das bandas menos conhecidas, que não conseguiriam tanto público pelo método convencional.
Traduzindo. As bandas boas ganharão ainda mais dinheiro em seus shows (que creio que deveria ser o objetivo de todas as bandas) e aqueles que só vendiam bastante por estarem inseridos na mídia tendem a perder espaço. Basta lembrar em como sempre foi a divulgação de músicas. Jabás em rádios e programas de televisão pagos pelas gravadoras para divulgar as bandas que ELES acham que vão vender mais, enquanto que para o sujeito que gosta de música boa, resta o trabalho de garimpar muito para encontrar algo que preste.
Sou a favor do método atual. Posso até não comprar CDs originais, mas adoro ir em shows, e uma banda que faça músicas que eu goste, pode contar comigo para seus shows. Exemplo: Matanza. Nunca comprei um CD deles, mas já fui inúmeras vezes aos shows da banda, e pretendo ir outras ainda.
E como disse um amigo meu, não podemos culpar o Gilberto Gil por essa idéia de gerico. Afinal ele é músico, não entende de política ou economia, a culpa é do Lula por ter colocado ele nesse cargo.













































3 users commented in " Gil defende taxação sobre mídias de armazenamento. "
Follow-up comment rss or Leave a TrackbackRapaz… Concordo contigo mas que isso vai deixar a música de qualidade mais evidente… Aí eu tenho minhas dúvidas. Vide Funk do Selinho, do quadrado e frutas à parte.
O Gil é um bom ministro até. Melhor que o da Comunicação e o da saúde.
Quanto à adaptação, não esqueça: se todo mundo do seu bairro vendesse carrinhos de plastico para crianças e de repente um ambulante começasse a dar de graça carrinhos de madeira e as crianças continuassem a brincar de carrinho mas parassem de comprar os de plastico, arruinando assim o seu negócio, vc, primeiramente, ficaria puto tb e demoraria para enxergar que carrinhos de madeira duram mais, poluem menos (afinal é biodegradável), são tão divertidos quanto os de plástico e são de GRAÇA. Mas vc, empresário só quer ganhar dinheiro sem ter que jogar todos os carrinhos que vc já tem fora pra fabricar os de madeira para vender ou então iniciar um novo negócio.
Eu sou plenamente a favor do mp3 - acho que não compro um CD há pelo menos uns dois anos. mas essa história ainda vai longe e pode ser que acabe de um jeito inesperado.
E acho sua visão da coisa muito inocente. A música dominante continuará sendo um lixo e quanto mais acesso mais música feita por idiotas na praça e portanto mais música ruim. É claro que mais gente boa vai ter chance de aparecer, mas tb muita gente ruim vem junto.
E outra: o negócio do Radiohead só deu certo porque era p radiohead. Se fosse o Chá de Boldo não tinha essa repercussão toda.
Gilberto Gil é o caralho, Lobão para Ministro da Cultura!
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