Nosso excelentíssimo Ministro da Cultura, Gilberto Gil, anda defendendo a taxação de mídias de armazenamento.

O que isso significa? Taxas extras sobre Cds e DVDs virgens, HDs, pen-drives, MP3 players celulares, ou qualquer coisa onde você possa gravar seus dados. E essa taxa seria encaminhada para os criadores de conteúdo.

Não faz sentido essa luta constante das gravadoras e músicos contra as novas tecnologias. Tentem se adaptar, pelo amor de Darwin.

Essa prática atual de baixar músicas ilegalmente já demonstrou duas coisas:

1º: Claro que diminui o lucro dos grandes vendedores de CDs, que normalmente lucrariam milhões, principalmente se baseados em alguma grande campanha de marketing.

2º: Aumenta o público em shows das bandas menos conhecidas, que não conseguiriam tanto público pelo método convencional.

Traduzindo. As bandas boas ganharão ainda mais dinheiro em seus shows (que creio que deveria ser o objetivo de todas as bandas) e aqueles que só vendiam bastante por estarem inseridos na mídia tendem a perder espaço. Basta lembrar em como sempre foi a divulgação de músicas. Jabás em rádios e programas de televisão pagos pelas gravadoras para divulgar as bandas que ELES acham que vão vender mais, enquanto que para o sujeito que gosta de música boa, resta o trabalho de garimpar muito para encontrar algo que preste.

Sou a favor do método atual. Posso até não comprar CDs originais, mas adoro ir em shows, e uma banda que faça músicas que eu goste, pode contar comigo para seus shows. Exemplo: Matanza. Nunca comprei um CD deles, mas já fui inúmeras vezes aos shows da banda, e pretendo ir outras ainda.

E como disse um amigo meu, não podemos culpar o Gilberto Gil por essa idéia de gerico. Afinal ele é músico, não entende de política ou economia, a culpa é do Lula por ter colocado ele nesse cargo.

Assine nosso feed. É rápido, fácil, grátis e divertido.