Um tema polêmico mas muito bom para refletir: gravidez na adolescência. Como de costume, vamos começar com um exemplo, um jovem casal de 17 anos namoram ha menos de um ano, como é de se imaginar têm uma vida sexual ativa. Ela toma anticoncepcional e não usam camisinha por causa disso. Um belo dia a menstruação atrasa, vem os enjoos, tonturas e tudo mais, sim eles caíram naquele 0,01% de não eficácia do remédio! Confirmam a gravidez por ultrasson, exame de farmácia, betahcg, cozinhando calcinha, sei lá a forma que eles usaram hahahaha. O que fazer nessa hora?? Ambos estudam, não trabalham e dependem dos pais, o primeiro pensamento mais lógico é de cara ABORTO, se não tiverem uma boa cabeça vão enfrente com isso e se pararem para pensar a coisa complica mais ainda. Por menor que seja aquele “grãozinho de feijão” É uma vida, uma criança, fruto do “amor” daqueles jovens, é justo matar essa chance de vida? O que esse ser indefeso fez de tão hediondo que mereça essa sentença sem ao menos ter um “advogado” de defesa? Depois de muita briga, ameaças, discussões resolvem ter o filho, aí que cada um começa a mostrar a sua verdadeira face!!

Ele arranja um emprego e ela sem opção larga os estudos e não tem condições de trabalhar. A cada mês a situação se complica pois ele vai ficando cada vez mais apavorado com a idéia de que a farra acabou e logo logo um lindo bebezinho irá depender de seu esforço diário para sobreviver, a moça cada vez mais gorda (gorda no sentido.. grávido da palavra, é lindo uma mulher no auge de sua feminilidade com aquele puta barrigão quase explodindo) vai ficando cada vez mais depressiva, primeiro porque seu corpo não é mais o mesmo daquela garotinha, nisso surge uma bela insegurança, afinal ela não está se sentindo nenhum pouco atraente e ele, ah ele continua o mesmo né.. Aí já começam as brigas sérias de “marido e mulher” ele chegou tarde com cheiro de alcool enquanto ela ia fazer xixi a cada 5 minutos, comia feito uma desesperada e por causa do peso da barriga tinha que ficar deitada.

Sim, ele tem todo direito do muuuundo de ir para onde bem entender, mas pense como o pai da moça, isso é justo com aquela mulher que você engravidou? Que seja, vamos para o próximo ponto. Chegou o grande dia, a bolsa estourou e vai nascer, corre corre para o hospital, enquanto aquela jovem mãe está passando por um PARTO o lindinho está no buteco da esquina bebemorando o nascimento do primogenito, venhamos e convenhamos, é uma situação em que o cara tem mesmo que comemorar, mas e a moça? Na hora de fazer gozaram juntinhos, mas enquanto isso ela está numa mesa de cirurgia (se for cesárea) ou numa mesa de parto (se for normal), porque diabos ele não está ao lado dela, segurando sua mão e dando todo apoio de que ela precisa? Após isso ela precisa ficar de repouso no hospital e ele vai continuar comemorando por aí, ela volta para casa com o bebê, que mama a cada 2/3h (inclusive de madrugada), tendo que fazer tudo para ela e para o bebê sozinha recém operada e sem forças. Tá, ele está trabalhando para poder sustentar a família, quando chega a noite reclama que o bebê não o deixa dormir, o tempo vai passando e isso só vai piorando, a moça já foi jogada pra escanteio, o que importa é unica e exclusivamente é o bebê. Enquanto ela passa 24hs por dia zelando pelo bem estar da criança, ele trabalha 8h e estuda mais algumas (isso quando não resolver sair com os amigos pra “desestressar”). E qual a válvula de escape dela? Lavar cueca suja ou trocar fraldas? Pagar alguém para cuidar do filho para ela ir para balada? ahahahhahahahahaha

É como uma bomba relógio, o tempo vai passando e a situação só vai piorando, o relacionamento está super desgastado, ambos não se aguentam, não entendem o lado oposto, enfim, acabam terminando. Obviamente que o bebê fica com a mãe, afinal o “pai” não sabe nem quando tem que trocar uma fralda. Pouco tempo depois o lindinho vai sentir falta daquele bonequinho e vai querer brincar, a mãe puuuuuuta da vida não vai permitir (mais que lógico) aí ele entra na justiça porque (infelizmente) o filho é dele e ele tem o direito de ver a criança. Tudo certo judicialmente, ele ve o filho quando der vontade de ver, dá uma merrequinha que mal dá pra comprar fraldas e fica por isso mesmo.

Essa é uma história ficticía (logo, não é a minha) mas que em muitos casos reais acontece, se não assim pior. Minha revolta é por aquela mãe que teve um futuro prejudicado, sim ela pode voltar a estudar e trabalhar, mas o fardo de ter um filho será dela, desculpem se estou generalizando, mas alguem aí já viu um pai adolescente que cuida sozinho do filho, trabalha e estuda? Porque as mulheres tem que conseguir viver e criar um filho sozinhas enquanto o “saco” ve a criança quando bem entender?

Fica aqui meus parabéns a todas mães adolescentes solteiras, não é qualquer uma que aguenta esse tranco! Para quem tem preconceito em relação a isso fica meus pesames, ou não, uma dica, pega um bebê e tenta passar dois dias cuidando dele SOZINHO. Para os que assumiram, continuem assim, não fazem mais que a obrigação e não estão fazendo errado. E um foda-se para todos aqueles que gozaram dentro e não foram homens de assumir.

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