Se levar muito a sério pode ser prejudicial
Porque digo isso? Ora essa. Vemos por aí muitas bandas que tratam o próprio trabalho como se fosse a obra de arte mais brilhante de todos os tempos, quando é apenas música.
Nada muito genial, apenas diversão. E o que é música senão apenas alguns minutos de fuga da realidade. De se deixar envolver por uma experiência sonora (às vezes também visual) que traz algo a mais. Não. Esse algo a mais não precisa ser necessariamente uma paz interior, ou um momento filosofante. Pode ser apenas diversão.
Mas não apenas em relação às bandas de rock ou pop ou sertanejo, ou a tudo que é considerado música de “menor qualidade”. Pessoas muito estudadas em música podem muito bem fazer coisas brilhantes, mas sem se levar tão a sério.
Exemplos? Pavarotti cantando Roots, Bloody Roots com Sepultura. O maestro Michael Kamen regendo a Sinfônica de São Francisco com Metallica. Ou esse video aí embaixo.
Com estudo? Sim. E muito.
E porque essas sacadas criativas, essa fuga do óbvio? Justamente por não se levarem a sério demais. Esses dois aí no video são Igudesman & Joo. É óbvio a capacidade deles em tocar e criar. Criação essa que não se resume a tocar, mas também a interpretar e fazer rir.
Veja também o site deles: www.igudesmanandjoo.com
E os videos:
Rachmaninov had big Hands
Onde o pianista toca com graaandes pedaços de madeira.
I will Survive
Interpretação genial e hilariante de do hino gay I Will Survive.
igudesman and Joo - Riverdance
Brilhante cena cômica com desfecho de música irlandesa (com direito até a dança).
Mozart Bond
O confronto entre Mozart e a música tema do James Bond.
- Óculos Sem Armação.
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